Fofuras da Kah

Passei as últimas madrugadas pensando. Pensando em como deve ser deixar o lúdico fora de cena, longe da rotina,  e virar de vez uma pessoa adulta. Pensando se esse meu lado criativo ia morrer, ou ser simplesmente deixado de lado. Im-pos-sí-vel, escolhi minha profissão pensando em justamente não deixar na infância uma das coisas que eu acho mais fascinantes nos seres humanos: a imaginação. E por isso mesmo acredito eu que tenho estado tão black nesses últimos tempos. Com tanta coisa de faculdade, vestibular, curso, prova acontecendo minha persona criativa e principalmente imaginativa pouco tem dado as caras no mundo real, e não figurado haha.

A resposta é simples: eu sou assim. Eu nasci, cresci e amadureci no meio artístico, entre choques culturais  e entre ações antropológicas. É estranho pensar nisso tudo para uma criança, mas JURO que não consigo me ver sem todas essas parcelas de coisas. Resumindo eu sou estranha haha. Sempre fui. Gosto dos pequenos detalhes, de manifestações artísticas que eu não presencio mas que eu sinto, de cair de sonhos que eram altos demais, de sair da rotina de todas as formas possíveis, de quebrar o básico, me tornar o inusitado. E creio eu que esse seja o meu lado mais vivo e mais humana e menos óvinie de ser!                                                                                                      

Mas é real, sou humana. Tenho defeitos. E ôôôooo ano que tem servido para eu aprender com eles ein?? Cara ninguém é de ferro. Simples assim. E tão simples quanto isso eu percebi que esse ano eu sou uma pessoa que sonha acordada, que sonha muito, que sente muito, e quando sente, sente demais. Amor, ódio, dor, angústia, calor, ansiedade. Fato, sou de extremos. Menos sempre é mais, e mais nunca será de menos. Mal de pisciana? Talvez. Talvez mal de “Erika”, mal de escritora, de poetisa, de artista. Mal de mim mesma, e definitivamente o meu tom mais agudo.

Falando em tons tá ai uma coisa que tenho me apegado muito nos últimos anos. Já reparei que todo ano me apego a um tom específico. Ou quase que diariamente. Meu humor muda com a maré, e é tão repentino quanto. As tonalidades também. Não sou de me classificar em estilos (apesar da minha mãe sempre falar que tendo a ser clássica) amo poder vestir a mim mesma a cada dia com o “eu” que amanheceu naquele dia. Sou roqueira, vintage, caseira, ousada, indie, clássica, natureba, gótica e as vezes nada. Gosto de pensar que a maneira como eu me visto e que me expresso são as minhas obras de arte mais in natura, e talvez as que mais se situem nos tons do momento.

Não sei porque escrevo esse tipo de coisa, quem vai ler, ou onde vai parar. A única coisa que eu sei é que a vida é trem bala passageira (sim tô com a minha vitrolinha ligada como de costume rs), que o amor não tem que ser de janeiro em janeiro, mas tem que ser próprio, e presente, porque o passado já passou, e o futuro é só amanhã. Que o hoje é o mais importante, que a vida tá acontecendo exatamente agora, e que as mudanças sempre são para melhor. E que quando você descobrir que o seu tom mais lindo é a união de todos os seus tons, sejam eles claros ou escuros, a vida, ai sim ela vai ficar uma pitada mais leve.

Até mais ver terráqueos!

xoxo

                                                                                                🌸🌵✨

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  • Larissa A.Gomes junho, 2017

    Lindo texto! A maioria das pessoas se sentem assim. Costumam me dizer que tenho: “alma de artista”. Amo cantar! E viajo com os meus pensamentos…as vezes estou no “mundo real” as vezes no mundo da Alice no ” Mundo das maravilhas”. Amei seu texto você é autentica e fala o que sente! Não perca isso jamais! Sua veia artística! Leve ela para onde quer que for! A vida nos surpreende muito… Esse momento de vestibular, escola, prova…. É passageiro! Tudo é questão de momento. Um grande abraço e parabéns! ❤😘

    • fofurasdakah junho, 2017

      Ahhh que comentário mais lindo Larissa! Obrigada de coração!
      Você também nunca perca esse seu lado artístico!
      xoxo