Fofuras da Kah

Passei boa parte da minha vida (para não dizer quase toda ela) pensando em qual título ela levaria caso fosse um filme. Pensei em vários, e ao mesmo tempo em nenhum. Tal atividade funcionava em pensar em filmes já existentes, e tentar os correlacionar com o enredo do (meu)momento presente. Não funcionou. Nunca funcionaria. É a mesma coisa que pensar “de qual filme é essa música”. Na maior parte delas, as músicas são autorias idependentes, sem ligação cinemalesca, as quais acabamos por ligar aos longas que por mera ou total conhecidência acabam as usando.
Mas muito maior do que isso. Tentar titular com base em um dia -ou um momento- da minha vida, seria como dar nome a uma foto, ou um poster, de uma dramaturgia, muito mais complexa. Uma vez um professor (e amigo) me disse que os romances -agora creio que em ambos os sentidos- são como os filmes, e os contos como uma fotografia. E nesse processo aprendi que os filmes (vamos pensar em vídeos em geral, e como eram feitas as primeiras animações) seriam como uma coletânea de fotografias. Ambos tanto os filmes, quanto as fotografias retratam a mesma história, porém de panorâmas bem diferentes.
Por isso é impossível titular a vida, enquanto é vivida. Por isso não se dá nome a histórias de amor, até que elas terminem. As pessoas traçam e escrevem suas próprias histórias, mas dentro delas vivem outras, e mais outras, e isso é o bom da vida. Diferente do processo de uma redação, começar pelo título não está dentro de uma das nossas alternativas.
Já parou pra pensar que só se nomeia e estuda um tempo histórico, ou uma vanguarda artística depois que ele termina? Isso porque se estuda (e se nomeia) as particularidades dentro das singularidades que formam as coletividades. Por isso (e essa é uma palavra que você vai ler muito por aqui) que só agora consegui dar um nome a nossa história, a qual seria: Sentimentos legendados.

Até mais ver terráqueos!

xoxo

                                                                                                🌸🌵✨

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  • jaqueline agosto, 2017

    Adorei seu texto. Acredito que você pode escrever sentimentos legados 2 , 3, porque a vida é a soma de muitas histórias. Parabéns pelo texto!

    • fofurasdakah agosto, 2017

      Oi Jaqueline, tudo bom? Tenho muitas partes desse conto esboçadas por aqui! Será um prazer compartilhar com vocês!
      Definitivamente sim! A vida é a soma de muitas histórias! E não há nada mais lindo do que isso! <3 <3
      Beijos