Fofuras da Kah

Tem gente que quando o coração aperta ou se vê se afogando na rasa superfície da Terra, bebe ou então muitas vezes fuma, ou simplesmente acaba com a vida (de todas as maneiras “vivas possíveis”). Eu escrevo. Sempre foi assim. Ou pelo menos, sempre, desde que eu me lembre. Eu escrevo, e ponho pra fora, um pouquinho do que eu tenho aqui dentro. Sem dúvida alguma é meu maior vício, mas com certeza não o único.
Fui criada para o mundo, por um mundo de sinestesias. Desde pequena. Enxergo a vida com outros olhos. Os meus. Enquanto muita gente por ai tenta mudar, tenta se encaixar em visões muito específicas, eu, nunca fiz muita questão de deixar de ser peça de um outro quebra cabeça. Confesso, muitas vezes até tentei ser aceita, ser perfeita dentro do que era imperfeito na minha visão, mas como vocês podem imaginar. Não deu muito certo. Hoje tenho um grupo -ótimo por sinal- de amigos, daqueles de levar para o resto da vida, mas que só fiz quando parei de tentar ser aceita nos grupinhos de fumar e beber, para focar no meu grupo, o de escrever.
As vezes a gente só tá sendo a peça do quebra cabeça errado. Isso não diminui, ou deixa de quantificar o nosso valor. Mas quando o coração apertar, vale se apegar aos nossos vícios bons (e saudáveis por favor) da vida.
Como eu estava falando, eu tenho vícios. Escrever é um deles, e com certeza o mais fácil de realizar. Viajar é o segundo e talvez o não tão fácil assim da história toda. E o terceiro é arte, em todas as suas formas possíveis.
Por isso, enquanto você ai tenta ser outra peça desse mesmo quebra cabeça, tente pelo menos acender a pessoa incrível que tem dentro de você, beber uma dose de confiança, e dar um salto de esperança de que uma hora, você vai conseguir parar de quebrar a sua cabeça, tentando ser essa peça que você, definitivamente não é.

Até mais ver terráqueos!

xoxo

                                                                                                🌸🌵✨

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  • Bia Souza setembro, 2017

    Que lição!
    A gente perde tanto tempo tentando descobrir quem somos, enquanto a única forma de saber a resposta é “ser”.
    Amei! ♥♥♥