Fofuras da Kah

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Abri o ícone verde que quase sempre foi a Itália dos meus romances italianos (daqueles que ainda por cima não dão certo), e avistei logo no topo uma mensagem que me chamou atenção, dentre as nenhumas outras, demais.
-Lari: “vc tá bem?”
“Olha eu tenho algumas (constantes) recaídas, mas acho que tô bem. É como muitas pessoas falam: tô indo. Agora pra onde, não sei. Tudo de um ponto especificamente nada específico, para cá, passou a girar em torno de uma especificidade gerenalizada. Calma não é minha mania de falar difícil amiga, é só o que eu tô sentindo. Eu tinha acreitado nos acasos de suas certezas, e ele na certeza do meu acaso, então eu acho que só tô sobrevivendo a essa bola de neve.”
Apaguei. Ela não precisava saber o quanto eu ainda sofro por ele, por mais que sua preocupação seja óbvia. Digitei as duas únicas letras que unidas me tirariam da zona de perigo de desabamento de corãção pós-partido, “tô”.
Não era verdade. Ou talvez até fosse. É engraçado pensar agora que a vida é completamente fracionária. E que as medidas de felicidade vem com frações significativas de todos os sentimentos (muitas vezes legendados). É quase como que se para alcançar o bem estar, seja necessário antes tomar uma pitada de mal estar, só para começar o dia, e ai sim viver o bom da vida. Até porque, nem as máquinas tem um rendimento de 100%, então por que a vida teria?
Voltei a apagar o que em uma versão bem mais prática, eu tinha escrito. Aquilo ainda não tava bom, e de forma alguma, passaria pelo polígrafo que era a Larissa. Eu realmente tava bem. Bem em relação a faculdade, em relação ao meu trabalho, de bem com meus pais, só não, de bem com lado bom da vida. Quase todo mundo que eu conhecia (e que conheço), ainda falam que se apaixonar é o verdadeiro lado bom da vida. E eu venho tentando conhecer esse lado. Atos falhos, confesso. Mas ainda sim tentando, coisa que ela, muito bem, sabia.
“Sabe, ainda me machucam certas coisas, como ver que ele assim tão rápido, já tá com outra. Acho que eu não fui tudo aquilo que ele falava… mas vida que segue.Tô ótima, e tô indo (em frente, espero rs). Se você quiser sair para tomar alguma coisa esse fim de semana, topo umas poterinhas no sábado. Chama as meninas. Pode deixar que eu reservo a mesa. Tô precisando encontrar novos amores para a minha coleção rsrsrs”
Enviei.

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Até mais ver terráqueos!

xoxo

                                                                                                🌸🌵✨

 

Tem gente que quando o coração aperta ou se vê se afogando na rasa superfície da Terra, bebe ou então muitas vezes fuma, ou simplesmente acaba com a vida (de todas as maneiras “vivas possíveis”). Eu escrevo. Sempre foi assim. Ou pelo menos, sempre, desde que eu me lembre. Eu escrevo, e ponho pra fora, um pouquinho do que eu tenho aqui dentro. Sem dúvida alguma é meu maior vício, mas com certeza não o único.
Fui criada para o mundo, por um mundo de sinestesias. Desde pequena. Enxergo a vida com outros olhos. Os meus. Enquanto muita gente por ai tenta mudar, tenta se encaixar em visões muito específicas, eu, nunca fiz muita questão de deixar de ser peça de um outro quebra cabeça. Confesso, muitas vezes até tentei ser aceita, ser perfeita dentro do que era imperfeito na minha visão, mas como vocês podem imaginar. Não deu muito certo. Hoje tenho um grupo -ótimo por sinal- de amigos, daqueles de levar para o resto da vida, mas que só fiz quando parei de tentar ser aceita nos grupinhos de fumar e beber, para focar no meu grupo, o de escrever.
As vezes a gente só tá sendo a peça do quebra cabeça errado. Isso não diminui, ou deixa de quantificar o nosso valor. Mas quando o coração apertar, vale se apegar aos nossos vícios bons (e saudáveis por favor) da vida.
Como eu estava falando, eu tenho vícios. Escrever é um deles, e com certeza o mais fácil de realizar. Viajar é o segundo e talvez o não tão fácil assim da história toda. E o terceiro é arte, em todas as suas formas possíveis.
Por isso, enquanto você ai tenta ser outra peça desse mesmo quebra cabeça, tente pelo menos acender a pessoa incrível que tem dentro de você, beber uma dose de confiança, e dar um salto de esperança de que uma hora, você vai conseguir parar de quebrar a sua cabeça, tentando ser essa peça que você, definitivamente não é.

Até mais ver terráqueos!

xoxo

                                                                                                🌸🌵✨

A infância sempre (me) vai ter um cheiro muito específico. Lembro de acordar cedo logo pelas manhãs de sábado e domingo, e já me encontrar em pleno baile de máscaras. Sempre foi assim. Entre um cambaleio e outro, eu ia trocando os pedaços remendados dos sonhos que ainda estava tendo, por rodopios em meio aquele mar de cifras delicadas e o cheiro marrom e marinado do café agora moído e passado. Era quase sempre assim. Manhãs embaladas a vinis dos grandes clássicos (Mozart e Beethoven quase sempre, e Beatles e Queen quando as manhãs não amanheciam chuvosas no tempo e na alma). E claro, ao café que papai moía e passava logo por quando o sol ainda estava para deixar de iluminar a escuridão, para iluminar o dia.

Eu amava aquele cheiro. Ainda amo. Cheiro de terra perfumada que quando chove, aflora.  É engraçado, as pessoas geralmente bebem cafeína para tornarem o presente mais duradouro, quase sempre, enquanto lutam pelo futuro do amanhã. Elas bebem para compensar os sonhos mal sonhados, o tempo que não fora perdido, e para se manterem acordadas em pesadelos onde existem monstros “já crescidos”. Eu bebo para reviver o passado. Para voltar a ser criança e principalmente para sonhar acordada com o passado que já foi vivido.                                

As pessoas crescem e se esquecem. As pessoas crescem e se perdem. Mas acredite, ainda há crianças  que crescem e sobrevivem. Porque cada um de nós, em meio a uma correria ou outra, pode encontrar a felicidade em meio a uma xícara de café e outra qualquer..


Geralmente eu não sou de falar (ou comentar) muito quando compartilho meus textos por aqui. Fato! Pode reparar, quase sempre as matérias que tem conto\ou\crônica embutidos vem com meros comentários de rodapé! Vai falar que não?? E eu até  que podia seguir essa ordem hoje também. Por que não né? hahaha! Mas tenho que pedir um bilhão de desculpas por ter evaporado no final da semana. Gente não foi na maldade tá? Eu até que tinha uma programação toda bonitinha das matérias e tudo mais, mas né a vida é imprevisível, e eu acabei ficando atolada num mar de aulas do cursinho! Um bilhão de desculpas! Eu não esqueci de vocês não (juro).

Até mais ver terráqueos!

xoxo

                                                                                                🌸🌵✨

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